Alessio Venturini e il team di Tecnosider davanti alla XME 12 kW con livrea personalizzata Tecnosider e Hardox Wearparts
Tecnosider: do plasma ao laser de fibra de alta potência
Quatro pessoas diante da XME 12 kW com a pintura personalizada Tecnosider e Hardox Wearparts
TECNOSIDER

Tecnosider: quando o plasma já não basta e o laser abre novas possibilidades

Há investimentos que servem para renovar um setor. E há outros que mudam de verdade o posicionamento de uma empresa no mercado.

Para a Tecnosider Srl, empresa de Flero (Brescia), a passagem ao laser de fibra de alta potência não foi uma simples atualização tecnológica. Foi uma mudança de ritmo: uma escolha nascida da exigência concreta de superar os limites do plasma em alguns trabalhos, e que logo virou algo mais. Um jeito de ampliar a gama de serviços, entrar em novas produções e responder a pedidos cada vez mais precisos.

Quem conta são Alessandro e Mauro Montini, irmãos e donos da Tecnosider, junto com Alessio Venturini, comercial de referência da Cutlite Penta, que acompanhou de perto o percurso da empresa. Desse diálogo emerge um ponto muito claro: quando um terceirista decide substituir uma tecnologia histórica como o plasma, não escolhe só uma máquina. Escolhe uma direção produtiva, uma visão do trabalho e o tipo de competência em que confiar.

E é aqui que o papel da Cutlite Penta se encaixa de forma natural: não como fabricante generalista, mas como realidade que escolheu se concentrar no laser e desenvolvê-lo em profundidade, até as aplicações mais evoluídas e as altas potências. Uma escolha precisa, que não nasce de querer fazer tudo, mas de querer fazer uma coisa de um jeito cada vez mais avançado.

Das origens à transformação do negócio

A Tecnosider nasce em 1982 pela vontade de Romeo Montini, pai de Alessandro e Mauro. No início a atividade é a caldeiraria, com o corte usado principalmente como trabalho interno. Depois, com os anos, o percurso muda: a empresa evolui, se especializa progressivamente no corte e investe continuamente em tecnologias cada vez mais evoluídas.

Para uma empresa terceirista, a flexibilidade não é um valor teórico: é uma necessidade diária. Cada pedido é diferente, cada cliente traz exigências distintas, cada peça exige uma resposta precisa. E é exatamente essa realidade que empurra a Tecnosider para instalações capazes de elevar o nível de qualidade e reduzir os limites impostos por tecnologias menos evoluídas.

Os logos Tecnosider Steel Works e Hardox Wearparts na pintura personalizada da máquina de corte a laser
A identidade da Tecnosider na máquina: a pintura personalizada com o logo da empresa e a marca Hardox Wearparts.

O momento em que o plasma começa a mostrar seus limites

Em 2024 a Tecnosider decide investir em uma Cutlite Penta PLUS 6025 de 20 kW com tecnologia Bevel. Uma escolha importante, amadurecida numa fase em que as altas potências ainda eram pouco difundidas, e que colocou a empresa entre as primeiras da Itália a usar potências desse porte.

O ponto de partida é muito concreto: substituir um plasma que sempre tinha cumprido bem a sua função, mas que começava a mostrar limites evidentes em alguns trabalhos. Em particular em furos, acabamentos e perpendicularidade de corte: aspectos que para um terceirista fazem uma diferença enorme.

A Tecnosider já conhecia a tecnologia laser, porque na empresa havia uma instalação de 5 kW. Mas com a chegada das altas potências o laser virou algo diferente: uma possibilidade concreta de trabalhar espessuras maiores, aumentar a velocidade, melhorar a qualidade e, com o Bevel, ampliar também a gama de serviços oferecidos à clientela.

A máquina de corte a laser PLUS de 20 kW da Tecnosider com uma chapa trabalhada sobre a mesa
A PLUS de 20 kW com tecnologia Bevel: o investimento de 2024 que tomou o lugar do plasma.

Uma escolha tecnológica, mas também uma escolha de competência

A passagem da Tecnosider não deve ser lida só como uma comparação entre plasma e laser. Deve ser lida também como a escolha de confiar em um parceiro que construiu sua identidade industrial sobre o laser: não quem cobre tecnologias diferentes, mas quem escolheu aprofundar uma só. É essa concentração que torna crível a proposta nas altas potências e nas configurações mais evoluídas.

Para a Tecnosider isso não foi uma nuance teórica: virou parte concreta da decisão. Quando se substitui uma tecnologia com a qual se trabalhou por anos, conta a máquina, claro. Mas conta também o nível de experiência de quem projeta essa máquina, a desenvolve e sabe levá-la para contextos produtivos reais.

Quando o laser não é só mais rápido, mas mais útil

No papel, em alguns casos, o laser pode parecer uma escolha menos conveniente se olharmos só para o custo do corte. Mas na prática industrial o raciocínio correto é outro, e vale para toda comparação entre plasma e laser:

O custo do corte deve ser lido dentro de todo o processo: quantos trabalhos ele elimina depois?

Se uma peça sai com furos mais precisos, melhor qualidade, maior constância dimensional e menos necessidade de retrabalho mecânico, o laser ganha sentido pleno. Para a Tecnosider isso se traduziu numa consequência muito concreta: a instalação atraiu nova clientela, sobretudo nas espessuras altas: não necessariamente porque o laser fosse sempre a escolha mais econômica em absoluto, mas porque virava a mais inteligente em relação ao resultado final.

Peças longas e grossas de aço cortadas a laser e empilhadas no pátio da Tecnosider
Peças de grande espessura recém-cortadas: bordas limpas e constância dimensional, o cartão de visitas para a nova clientela.

Uma passagem produtiva, não ideológica

Há um aspecto que torna o relato da Tecnosider particularmente crível: o plasma não é descrito como uma tecnologia a demolir. Ao contrário: Alessandro Montini reconhece que o plasma ainda tem a sua função e que, se houvesse espaço, provavelmente teria sido mantido no setor. Mas para um terceirista, com a necessidade de otimizar espaços, tempos e flexibilidade, era preciso uma solução capaz não só de substituir o plasma, mas de fazer também mais.

A pergunta verdadeira não era «o que tirar», mas «com o que substituí-lo para abrir novas oportunidades». O laser respondeu exatamente a essa exigência: novas produções, nova clientela, mais elasticidade. Ao lado do laser, a empresa continua usando o oxicorte, que mantém um papel preciso nas espessuras mais elevadas. E é exatamente esse equilíbrio entre tecnologias que conta a maturidade da escolha.

Alta potência não quer dizer só correr

No relato de Alessio Venturini emerge um ponto muito interessante: a Tecnosider foi das primeiras empresas da região de Brescia a usar o 20 kW não só para correr mais, mas para buscar um corte de qualidade e, sobretudo, para substituir o plasma.

É um aspecto decisivo: a alta potência, sozinha, não explica o valor de um investimento. O que conta de verdade é como ela é aplicada, com qual objetivo produtivo, em quais materiais e com qual atenção ao resultado final. No caso da Tecnosider, o valor apareceu sobretudo na qualidade obtida em certas superfícies e materiais: onde o corte não é uma fase rápida do processo, mas a fase que condiciona tudo o que vem depois.

O segundo investimento: continuidade, organização e coerência

Depois de alguns anos chega também uma segunda etapa importante: substituir o primeiro laser comprado em 2015, um dos primeiros de fibra presentes no mercado. Também nesse caso a escolha recai sobre a Cutlite Penta, com uma XME de 12 kW considerada plenamente adequada às exigências da empresa. Uma decisão que conta bem a lógica dos irmãos Montini: não perseguir a potência mais alta por princípio, mas construir o setor de forma coerente com o trabalho real.

A nova instalação introduz também a tecnologia Gas Mix, particularmente útil nos materiais antidesgaste: um tema central para a Tecnosider, que faz parte do network Hardox by SSAB e recebe muitos pedidos exatamente nessas aplicações.

A lateral azul da XME 12 kW da Tecnosider com a pintura personalizada, o grande X branco e a faixa tricolor
A XME de 12 kW com pintura personalizada: o segundo investimento, com a tecnologia Gas Mix para os materiais antidesgaste.

Há ainda uma vantagem muito concreta: ter duas máquinas do mesmo fornecedor significa trabalhar com o mesmo software, simplificar a intercambialidade entre operadores, gerir melhor o setor e garantir mais continuidade ao processo. Voltar a escolher a Cutlite Penta não significa só confirmar uma relação positiva: significa reconhecer valor em uma linha tecnológica coerente.

Furos, tolerâncias, materiais antidesgaste: onde o laser muda de verdade o trabalho

O primeiro tema é o dos furos. Em determinadas espessuras, obter furos mais precisos e já próximos do resultado final significa reduzir ou evitar trabalhos mecânicos posteriores: furadeiras, retrabalhos, passagens adicionais. Para o cliente isso se traduz em menos tempo, menos custos indiretos e um processo mais simples.

O segundo é a constância dimensional. Quando as peças devem depois ser fixadas, usinadas ou inseridas em fases seguintes onde a repetibilidade é fundamental, a diferença entre um desvio mínimo e uma variabilidade maior pesa muitíssimo. É aqui que a precisão do laser vira uma vantagem tangível.

Depois há o capítulo dos materiais antidesgaste, onde o laser, sobretudo em combinação com o Gas Mix, mostra outro ponto forte: uma menor alteração do material em relação a outros processos térmicos, com benefícios concretos na qualidade do trabalho e no comportamento da peça nas fases seguintes.

A alta potência faz sentido, mas dentro de uma fábrica real

A última reflexão é também uma das mais lúcidas: a alta potência tem um valor enorme, sobretudo nas espessuras altas e nos materiais mais complexos, mas «mais potência» não é sempre e de qualquer forma a resposta certa. Entram em jogo o contexto produtivo e a disponibilidade energética, o formato da máquina, a velocidade de descarga da mesa, o tipo de pedidos e o fato de trabalhar em série ou em produções sempre diferentes.

Para um terceirista como a Tecnosider, que trabalha formas diferentes e produções não padronizadas, perseguir a máxima velocidade teórica nem sempre é a escolha mais útil. Também por isso a combinação de um 20 kW e um 12 kW aparece como uma construção inteligente do setor: não uma corrida ao número mais alto, mas uma resposta pensada às exigências reais da produção.

Uma história que fala de tecnologia, mas sobretudo de posicionamento

A história da Tecnosider conta o momento em que um terceirista escolhe elevar o nível da própria proposta, apostando numa tecnologia capaz de abrir novos trabalhos, reduzir passagens e dar continuidade ao processo. E conta o valor da especialização: no laser, sobretudo nas altas potências, conta confiar em quem trata essa tecnologia não como um item a mais, mas como o centro do próprio trabalho.

O futuro do corte não se improvisa. Constrói-se, escolha após escolha.

Perguntas frequentes

Quem é a Tecnosider Srl?

Uma empresa terceirista de Flero, na província de Brescia, fundada em 1982 por Romeo Montini e hoje dirigida pelos filhos Alessandro e Mauro. Nascida como caldeiraria, especializou-se no corte e faz parte do network Hardox by SSAB para os materiais antidesgaste.

Que máquinas a Tecnosider escolheu?

Em 2024 uma PLUS 6025 de 20 kW com tecnologia Bevel, no lugar do plasma: entre as primeiras empresas da Itália nesse nível de potência. Depois uma XME de 12 kW com tecnologia Gas Mix, que substituiu o primeiro laser de fibra de 2015. Ao lado do laser fica o oxicorte para as espessuras mais elevadas.

Por que substituir o plasma pelo laser?

Para superar seus limites em furos, acabamentos e perpendicularidade de corte, e para abrir novas possibilidades: peças mais precisas com menos retrabalho mecânico, maior constância dimensional e nova clientela nas espessuras altas. O custo do corte deve ser lido dentro de todo o processo: conta quantos trabalhos ele elimina depois.

Para que serve a tecnologia Gas Mix?

Para melhorar o corte em materiais particulares, começando pelos antidesgaste como o Hardox: menor alteração do material em relação a outros processos térmicos, com benefícios na qualidade do trabalho e no comportamento da peça nas fases seguintes.

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