Il Signor Gambuzzi con il figlio e un tecnico davanti alla XMF 12 kW nera in officina
Gambuzzi: do CO2 à fibra com uma XMF de 12 kW
Três pessoas da Gambuzzi e da Cutlite Penta em frente à XMF 12 kW preta na oficina
GAMBUZZI

A primeira peça valia 90 liras: hoje a Gambuzzi corta com uma XMF de 12 kW

Iames Gambuzzi abriu o próprio negócio em 13 de maio de 1981, um dia depois do fim do serviço militar. Quarenta e quatro anos e um parque de máquinas inteiro depois, a última decisão foi aposentar o laser CO2 por uma XMF de 12 kW.

A Gambuzzi Srl trabalha no coração da Emília, na província de Módena: há quarenta anos constrói máquinas para colheita e corta para terceiros, metade e metade. Nesta história falam três vozes: Iames, o fundador; Alessandro, a segunda geração; e Daniele, o operador que trabalha na máquina todos os dias. Nenhum dos três suaviza nada, e é exatamente por isso que vale a pena lê-los.

1981: o quartel, o negócio próprio e a primeira peça

«Em 13 de maio de 1981 terminou a minha carreira militar e abri meu negócio. Na província de Módena nunca houve dificuldade em encontrar pedidos.» O começo é sem romantismo: trabalho manual, margens apertadas e um número que Iames lembra com precisão absoluta:

A primeira peça? 90 liras. Não centavos. Liras.

A primeira intuição chega dobrando peças à mão: «percebi que, comprando uma prensa com estampo, podia fazer duas dobras ao mesmo tempo. O ganho era o mesmo, mas os tempos caíam pela metade.» É a lógica que nunca mais vai mudar: a máquina se compra quando corta um tempo pela metade, não quando está na moda.

Quarenta anos de investimentos, uma dúvida recorrente

Dali em diante a mecanização avança uma compra por vez: prensa, guilhotina, máquina de solda, e assim por mais de quarenta anos. O parque de hoje: 2 lasers, 2 dobradeiras, 6 prensas, 1 puncionadeira, 1 torno, 1 fresadora, 1 centro de usinagem e 1 guilhotina.

E a dúvida que acompanha cada investimento, Iames ainda cita: «alguém me dizia: não gaste com máquinas, são como os celulares, em dois anos você joga fora.» Foi exatamente dessa dúvida que nasceu, no fim, a virada para o laser: a resposta não era não comprar, era comprar a máquina certa.

Metade produto próprio, metade para terceiros, tudo na Emília

«Construímos há quarenta anos máquinas para colheita. Trabalhamos também para terceiros, por exemplo cortadoras de piso», explica Alessandro. Iames completa: «somos mais ou menos 50-50: produto nosso e trabalho para clientes locais. Nenhum cliente estrangeiro, por enquanto. Trabalhamos na região emiliana. Vai caber ao meu filho enfrentar novos mercados

Essa frase é o coração da história: raízes sólidas, e a consciência de que sem tecnologia atualizada nenhum caminho novo se abre. O laser novo não serve para mudar a identidade: serve para dar à próxima geração um ponto de partida.

Peças de aço recém-cortadas e empilhadas sobre a mesa da XMF da Gambuzzi
Peças recém-cortadas sobre a mesa: componentes longos e perfilados, o pão de cada dia de uma oficina emiliana.

«Mais um furo na água»: escolher sem ilusões

Iames é direto: «quando o vendedor da Cutlite Penta apareceu me oferecendo um laser pensei: este será mais um furo na água. Tinha avaliado máquinas muito caras, depois chegou também quem propunha soluções de baixo custo, principalmente da Ásia. E aí você entende uma coisa: quem corta para terceiros não tem uma máquina específica. Se pegar pequena demais, não faz os trabalhos grandes; se pegar grande demais, fica fora de medida para as peças pequenas. Não existe regra.»

Alessandro traz o ponto da segunda geração: para tocar uma oficina são precisos equipamentos atualizados, e um laser CO2 com vinte anos não permite fazer preços competitivos. «Os incentivos também pesaram, mas a escolha foi sobretudo industrial: era preciso um salto tecnológico de verdade.»

O caminho até nós é o mais emiliano possível: boca a boca, depois a visita ao nosso estande na LAMIERA, em Milão. «Na região muitos possuem máquinas desta marca, e graças aos conselhos e aos incentivos estatais nos jogamos também.»

A XMF 12 kW preta da Gambuzzi com a faixa tricolor Made in Italy e, ao fundo, o velho laser CO2
A XMF 12 kW na oficina. Ao fundo à esquerda, o velho laser CO2 que ela substituiu: o antes e o depois em uma foto.

Por que uma XMF de 12 kW

A comparação com o mercado foi concreta. As ofertas de baixo custo deixavam dúvidas fortes sobre assistência e confiabilidade no tempo. Os concorrentes «velocíssimos» tinham números impressionantes, mas custos incoerentes com o modelo produtivo da empresa: «não temos uma superprodução, não precisamos de turnos noturnos nem de fazer a máquina rodar com um armazém, por enquanto.»

A XMF de 12 kW é esse raciocínio feito máquina: potência de fibra de verdade em formato compacto, dimensionada no trabalho que existe, não no que se sonha. É o mesmo critério que atravessa toda esta série de entrevistas: a máquina certa é a do seu mix.

Do CO2 à fibra: a palavra do operador

O salto tecnológico é contado por quem trabalha nele todos os dias. Daniele: «a diferença para o CO2 é enorme. O laser é muito mais intuitivo. Menos consumo, mais velocidade. Até os tanques de oxigênio e nitrogênio duram muito mais: em um mês você já nota.»

É a métrica mais confiável que existe: não promessas, mas percepção imediata no galpão. A comparação completa entre as duas tecnologias está organizada na nossa página laser de fibra ou laser CO2; aqui o resumo está nos tanques que esvaziam mais devagar.

O console da XMF 12 kW da Gambuzzi com o software de corte na tela e a botoeira
O console da XMF: para quem vem do CO2, diz Daniele, a fibra é sobretudo mais intuitiva.

Espessuras: de um 15 mm ruim aos 30 mm dos testes

Hoje a produção se concentra em ferro e aço inoxidável. Daniele dá os números: «com o CO2 chegávamos a 15 mm, com o inox cortado mal. Com a máquina nova estou cortando 8 mm de ferro todos os dias. Fizemos testes e chegamos tranquilamente a cortar 30 mm.» O ponto não é cortar o máximo: é cortar o que o seu mercado precisa, sem forçar as contas.

Partida, treinamento, assistência: sem filtros

Daniele é franco também sobre a partida: «foi tudo muito rápido. Eu estava em vantagem porque tinha experiência. Três dias de curso são poucos para quem parte do zero. Mas os técnicos voltarão em cinco ou seis meses para aprofundar programas e materiais.» Registramos também isso: é uma indicação útil para quem planeja o primeiro laser com operadores iniciantes.

Assistência, no primeiro mês: «uma vez só. A leitura do pallet tinha se deslocado, provavelmente não estava bem parafusada. Nos atenderam por videochamada e fiquei muito satisfeito.»

As contas: de 500 a 120 euros por hora

Os benefícios econômicos ainda estão sendo medidos, mas a direção é clara. Alessandro: «se somos mais rápidos, economizamos oxigênio e nitrogênio, então o preço é mais baixo. E sim, podemos pegar pedidos que antes não podíamos.»

Chegávamos a pedir 500 euros por hora. Agora podemos ficar nos 120, como quem tem um laser de fibra.

Iames foca no que isso significa: «até agora muitos clientes vinham até nós pelas urgências: entrega no dia seguinte. Não éramos competitivos no preço, mas na disponibilidade sim. Hoje mantemos velocidade e preços.» Antes a urgência era o único argumento; agora é um argumento a mais.

E quando perguntamos se fariam de novo, a resposta é daquelas de emoldurar: «sim. Por enquanto estamos otimistas. O primeiro mês correu tudo bem. Algum parafuso solto... mas parafuso se aperta de novo.»

Perguntas frequentes

Quem é a Gambuzzi Srl?

Uma empresa metalmecânica da província de Módena fundada por Iames Gambuzzi em 1981. Há quarenta anos constrói máquinas para colheita e trabalha para terceiros, mais ou menos metade e metade, para clientes da região emiliana. Hoje trabalha na empresa também a segunda geração, com Alessandro Gambuzzi.

Que máquina a Gambuzzi escolheu e por quê?

Uma XMF Cutlite Penta de 12 kW, que substituiu um laser CO2 de vinte anos. A escolha nasceu de uma comparação real: as ofertas de baixo custo deixavam dúvidas sobre assistência e confiabilidade, e as máquinas mais rápidas custavam demais para uma oficina sem turnos noturnos. A XMF é dimensionada na carga real.

O que muda na prática entre laser CO2 e laser de fibra?

Na experiência do operador da Gambuzzi: uso mais intuitivo, menos consumo, mais velocidade, e tanques de oxigênio e nitrogênio que duram visivelmente mais já no primeiro mês. Nas espessuras: do limite de 15 mm do CO2, com o inox cortado mal, aos testes de até 30 mm com a máquina nova.

Que efeito a máquina teve nos preços?

A tarifa horária proposta aos clientes passou de cerca de 500 euros por hora, justificados só pelas urgências, para cerca de 120 euros por hora, em linha com quem trabalha com fibra. A empresa hoje mantém juntas a velocidade de entrega e o preço competitivo, e pode aceitar pedidos antes fora de alcance.

Vamos falar da sua oficina

O seu CO2 também já fez os vinte anos dele?

Traga os seus materiais e espessuras: o corte se testa na área DEMO em Prato. E como ensina Iames Gambuzzi, a máquina se compra quando corta um tempo pela metade, não quando está na moda.