A Cupples J&J desligou todos os plasmas: 24 lasers no Tennessee, os 7 últimos Cutlite Penta
No Tennessee, a Cupples J&J Company Inc. trabalha hoje com 24 máquinas laser. As sete últimas levam o nosso nome, e na oficina não há mais nenhum sistema de plasma.
Jeff Cupples conta a Andrea Falaschi, Worldwide Export Sales da Cutlite Penta, como chegou até aqui: de 30 kW a 50 kW, quais retrabalhos desapareceram e por que, em certo momento, manter um plasma ligado deixou de fazer sentido. Passar do plasma para o laser de fibra de alta potência não muda apenas a máquina: muda a peça que sai dela.
Por que laser em vez de plasma?
“O laser de alta potência da Cutlite Penta nos dá aquela precisão e exatidão que o plasma simplesmente não consegue garantir”, explica Cupples.
O motivo está no comportamento dos dois processos: “Com o plasma, o bico se deteriora, o corte alarga e se perde qualidade e precisão da peça. Com a Cutlite Penta você consegue cortes perfeitamente retos e precisos.”
O que não precisa mais ser feito depois do corte
A diferença não fica no corpo de prova: aparece adiante, em todas as operações que antes serviam para corrigir o corte.
“Os furos que antes tínhamos que usinar depois, agora fazemos direto com o laser. As bordas que pediam retrabalho à medida que a peça ficava menor não precisam mais.”
De 30 kW a 50 kW: quanto pesa a potência
A evolução não parou na troca de tecnologia. A empresa aumentou a potência laser um passo por vez, e cada passo levou mais para cima a espessura em que a comparação com o plasma se fecha.
30 kW contra o plasma em 30 mm
“O laser de 30 kW ganha do plasma em espessuras de 30 mm em 100% dos casos”, conta Cupples. “Quando chega a 32 mm, às vezes o plasma pode ganhar, mas só se você não precisar de precisão.”
O que muda a 50 kW
“Com o 50 kW conseguimos cortar 50 mm, duas polegadas, em Gas Mix, e ganha do plasma todas as vezes.”
“Eliminamos todos os nossos sistemas de plasma quando pegamos o 30 kW.”
Então por que manter um plasma?
A pergunta é dele mesmo, e a resposta vem da comparação que ele pôde fazer nos seus próprios pedidos. O balanço que relata depois da mudança:
- Qualidade de corte superior, com bordas que não pedem retoque.
- Velocidade mais alta nas espessuras que corta todos os dias.
- Custos de produção mais baixos por peça acabada.
- Precisão constante, que é o ponto de onde tudo começou.
Nenhum desses pontos vem de um caderno de encargos: vêm de uma oficina com 24 máquinas, que pôde colocar as duas tecnologias nas mesmas peças.
O valor de técnicos que sabem cortar
A segunda razão que Cupples coloca em primeiro lugar não é a máquina, e sim quem dá assistência a ela.
“Os técnicos italianos sabem de verdade usar as máquinas e cortar com elas, então conseguem diagnosticar o que está errado e consertar mais rápido.”
É uma diferença de formação antes de ser de organização: quem realmente cortou reconhece um problema de processo e não se limita a trocar componentes. “Os técnicos da Cutlite Penta são muito competentes, e estão formando os técnicos americanos na mesma tecnologia: como usar as máquinas e como entender de verdade o que está acontecendo quando há um problema.”
Cabeçotes e peças: o estoque nos Estados Unidos
“Nos Estados Unidos, a Cutlite Penta America está aumentando cada vez mais o estoque de cabeçotes de corte e peças de reposição”, acrescenta Cupples. Para uma oficina que trabalha sob encomenda, ter a peça já no continente certo pesa tanto quanto o tempo de atendimento: as sedes do grupo, incluindo a Cutlite Penta America, estão na página contatos.
Que retorno dá um investimento assim
No relato de Cupples, a alta potência não é uma linha de despesa, mas um investimento que volta por vários lados:
- Retrabalhos eliminados: operações que antes pediam uma passagem a mais hoje se fecham em uma única etapa.
- Peças mais precisas para a solda robotizada: uma geometria constante encaixa melhor nos processos automatizados.
- Menos acabamento manual: as mãos especializadas ficam livres para o trabalho que as merece.
O último ponto é o mais subestimado: na oficina, o acabamento manual é um gargalo que nunca aparece num orçamento. Os sistemas laser de alta potência também se julgam por quantas operações fazem desaparecer adiante.
“Se quiserem ver cortar nos Estados Unidos, venham na Cupples”
A foto de abertura foi feita no CUTLIVE, na nossa área de demonstração em Prato: Jeff Cupples e Andrea Falaschi. Do plasma ao laser, de 30 kW a 50 kW, cada passo trouxe uma melhoria que se mede em qualidade, velocidade e custo por peça.
O convite com que Cupples encerra é o jeito mais direto de dizer: “Se quiserem ver cortar nos Estados Unidos, venham na Cupples!”
Perguntas frequentes
O laser de alta potência substitui mesmo o corte a plasma?
Na experiência da Cupples J&J, sim: a empresa eliminou todos os sistemas de plasma quando introduziu o laser de 30 kW. Segundo o relato dele, o 30 kW ganha do plasma em 30 mm, enquanto acima de 32 mm o plasma ainda pode competir, mas só se a precisão não for necessária. Com 50 kW e Gas Mix chega a 50 mm, cerca de duas polegadas.
Quais retrabalhos desaparecem ao passar para o laser?
Na Cupples J&J, os furos que antes eram usinados em uma segunda passagem hoje são feitos direto com o laser, e as bordas não pedem mais retoque. Menos passagens também significa peças mais constantes, que encaixam melhor na solda robotizada.
Por que com o plasma o corte alarga?
Porque o bico do plasma se consome com o uso e, ao alargar, alarga também o corte: a geometria da peça perde precisão. No laser de fibra a largura do corte depende do feixe focalizado, não do desgaste de um bico. Consumíveis existem aqui também, bico e vidro de proteção, mas são trocados em intervalos conhecidos.
Quantas máquinas laser tem a Cupples J&J Company Inc.?
Vinte e quatro, no Tennessee. As sete últimas são sistemas Cutlite Penta, escolhidos depois da passagem do corte a plasma para o laser de fibra de alta potência.
Quer ver o que a alta potência faz nas suas espessuras?
Diga qual material você corta e em que espessura: dizemos com qual potência faz sentido trabalhar.