Do primeiro laser de 30 kW da Europa aos 60 kW de hoje: como chegamos até aqui
Outubro de 2022, Hannover. Levamos à Euroblech um laser de fibra de 30 kW, quando quase todos paravam entre 8 e 12 kW. Quatro anos depois a mesma linha chega a 60 kW, e no fim de 2026 os sistemas instalados serão cerca de cem.
Esta página é a cronologia desse percurso, com as datas e os números, sem adjetivos. Serve a quem está avaliando um investimento e quer saber desde quando fazemos isso, não quanto gostamos de contar.
Outubro de 2022, Euroblech: os 30 kW na feira
De 25 a 28 de outubro de 2022 levamos a Hannover, à 26ª edição da Euroblech, um sistema PLUS de 30 kW junto com uma LME de 8 kW. O anúncio da época continua online. Naquele momento a maioria dos fabricantes oferecia fontes entre 8 e 12 kW: 30 kW não era uma atualização de linha, era outra escala.
Éramos uma empresa pequena ao lado dos nomes históricos do setor, e não sabíamos onde aquilo nos levaria. Havia um único objetivo: instalar o primeiro 30 kW na Europa. Isso conseguimos.
Por que 30 kW não era simplesmente o dobro
Acima de certa potência a máquina não se atualiza: se reprojeta. O que muda não é o número na placa, são os componentes que precisam suportá-lo:
- o cabeçote de corte e as ópticas, que nessas potências trabalham em outras condições
- o gás de assistência, com pressões e vazões que se tornam um custo pesado
- a extração de fumaça, dimensionada sobre o processo real
- a gestão térmica da fonte e da máquina, que decide a estabilidade no tempo
É a razão pela qual projetamos o cabeçote de corte internamente: a 30 kW não existiam cabeçotes de catálogo que fizessem o que precisávamos. O Evo 4 de hoje, utilizável até 60 kW e 25 bar, vem dessa necessidade.
A escala, ano por ano
Desde 2022 a linha subiu por degraus, e cada degrau foi primeiro uma instalação real e depois um produto:
- 2022: o primeiro 30 kW, apresentado na Euroblech e instalado na Europa
- depois o primeiro 40 kW
- depois o primeiro 50 kW
- hoje o 60 kW, com o cabeçote de corte Evo 4 de projeto próprio
Não foi um roteiro decidido em sala de reunião. Cada potência chegou quando havia um cliente disposto a colocá-la em produção, o que é um jeito lento de crescer, mas o único que deixa atrás máquinas que funcionam.
Cada degrau de potência foi primeiro uma instalação real, e só depois um produto de catálogo.
Onde estamos hoje: os números
Até o fim de 2026 chegaremos a cerca de 100 sistemas laser de alta potência instalados, entre 30, 40, 50 e 60 kW, distribuídos entre Europa e Américas. É o número que conta mais do que qualquer descrição: diz quantas vezes colocamos essas potências em produção, não quantas vezes as contamos.
Serve a nós tanto quanto a quem lê: cem instalações são cem combinações diferentes de materiais, espessuras, gases e automações. É o motivo pelo qual, quando você chega com os seus desenhos, a resposta não é um folheto.
80 mm, com uma perfuração inicial de 4 mm
A peça da imagem de capa é um bloco de aço de 80 mm de espessura, cortado a laser. O furo pequeno em cima é a perfuração inicial, e mede 4 mm.
São os dois números que dizem mais sobre a alta potência. A espessura mostra até onde chega o processo. O diâmetro da perfuração diz quão concentrada está a energia: em um material tão grosso, abrir o furo de entrada em 4 mm significa que o feixe não está aquecendo toda a região ao redor.
Na face de corte se veem as linhas verticais típicas das grandes espessuras. É uma peça de área DEMO, não uma simulação: são as peças que cortamos na frente do cliente, no material dele quando ele traz.
A comparação com o plasma, sem exagerar
Já com os 30 kW igualamos as velocidades do plasma em vários trabalhos, e com as potências seguintes a margem aumentou. Mas a comparação precisa ser feita por inteiro, não só onde nos convém:
- o laser dá borda limpa e corte estreito, e em muitas peças elimina o retrabalho
- o processo fica confinado na cabine, então o operador não está dentro da área de trabalho: é um aparelho laser de classe 1
- o laser produz fumaça e precisa ser aspirado, como qualquer corte térmico: a extração faz parte do sistema
- acima de 150 ou 200 mm e nos formatos fora de medida o oxicorte continua mais barato, e vários dos nossos clientes mantêm um plasma para o corte bevel nos grandes formatos
Quem lhe diz que o laser tornou todo o resto inútil está vendendo alguma coisa. Sobre essa pergunta escrevemos uma página inteira, com as condições em que o plasma continua sendo a escolha certa.
Perguntas frequentes
Quando foi apresentado o primeiro laser de 30 kW da Europa?
Em outubro de 2022, na Euroblech em Hannover, onde a Cutlite Penta levou um sistema PLUS de 30 kW junto com uma LME de 8 kW. Naquele momento a maioria dos fabricantes oferecia fontes entre 8 e 12 kW.
Quantas máquinas de alta potência a Cutlite Penta instalou?
Até o fim de 2026 serão cerca de 100 sistemas de 30, 40, 50 e 60 kW, instalados entre Europa e Américas. Essa base instalada é o fundamento de como configuramos os sistemas, ajustamos os parâmetros de corte e damos suporte nessas potências.
Qual é a espessura máxima que um laser de alta potência corta?
Depende do material, do acabamento exigido e do gás, então não existe um valor único. Como referência concreta: a peça da imagem desta página é um aço de 80 mm cortado a laser, com uma perfuração inicial de 4 mm. Acima de certas espessuras e em formatos muito grandes o oxicorte continua mais barato.
Um laser de alta potência pode substituir o plasma?
Em muitos trabalhos sim: já a 30 kW as velocidades do plasma foram igualadas, e em potências maiores o laser acrescenta borda limpa, corte estreito e menos retrabalho. Não em todos, porém: acima de certa dimensão e espessura o oxicorte custa menos, e para o corte bevel nos grandes formatos várias empresas mantêm uma instalação de plasma.
De quanta potência você precisa de verdade?
Traga o material, as espessuras e as tolerâncias das suas peças: o corte se testa na área DEMO em Prato. E a resposta não é sempre a potência mais alta.